COMERCIALIZAÇÃO APENAS COM RECEITA
 

Fórmula:

Cada 100 mL contém:
Cloridrato de xilazina (equivalente a 2 g de xilazina base) ...................... 2,3 g
Veículo q.s.p. .................................................................................. 100,0 mL

Indicações:
ANASEDAN provoca nos animais um estado de sedação e um alto grau de analgesia, cuja profundidade depende da dose utilizada. Também produz um acentuado relaxamento muscular generalizado. A analgesia é produzida por estimulação dos alfa-receptores periféricos e centrais. A xilazina não produz excitação e apresenta grande poder anestésico reversível que se caracteriza pelo bloqueio do impulso nervoso.
A sedação é induzida, principalmente, através da estimulação dos alfa-2-receptores centrais. Após a sedação, provoca analgesia e relaxamento muscular, quando administrada em cães, gatos, bovinos e eqüinos.
A xilazina possui um certo efeito emético, principalmente em gatos e ocasionalmente em cães, quando a droga é administrada pela via intramuscular. A emese é menos freqüente quando a administração é pela via intravenosa. O efeito emético pode ser desejado em cirurgias de emergência, onde não é possível submeter o animal a jejum prévio.
Efeitos Cardiovasculares: quando administrada pela via endovenosa, a xilazina produz bradicardia nos animais que não receberam pré-medicação anticolinérgica.
Esta bradicardia é devida ao reflexo baro-receptor do sinus carotídeo em resposta à hipertensão que ocorre após a administração da xilazina. Além disso, a xilazina diminui a atividade simpática e aumenta a atividade vagal. Nos eqüinos, após a administração de xilazina, observa-se inicialmente uma diminuição dos batimentos cardíacos que logo voltam a seu nível normal. Nos cães, a xilazina produz uma diminuição do fluxo sangüíneo aórtico. O mesmo ocorre nos bovinos. A administração intramuscular de xilazina produz uma pequena diminuição ou nenhuma alteração na pressão arterial dos eqüinos, sendo este efeito mais significativo nos bovinos.
Efeitos Respiratórios: em cães e gatos, após a administração de xilazina, não se observam alterações no pH arterial, PaO2 e PaCO2. Em eqüinos observa-se uma diminuição da freqüência respiratória. 
Efeitos Digestivos: em ruminantes, a xilazina pode provocar sialorréia. Nos cães, pode causar distensão gástrica aparentemente devida a aerofagia e relaxamento do esfíncter gastro-esofágico, o qual pode resultar em refluxo do conteúdo gástrico.
De forma geral, causa diminuição do peristaltismo intestinal devido à inibição da acetilcolina no plexo de Auerbach.
Efeitos Endócrinos: a xilazina produz uma diminuição das concentrações plasmáticas de insulina, devido a sua ação sobre os alfa-2-receptores das células beta pancreáticas que inibem a secreção insulínica. Também causa um aumento das concentrações plasmáticas de glicose e do hormônio do crescimento. Nos eqüinos provoca uma diminuição dos níveis plasmáticos do hormônio anti-diurético, voltando à normalidade após 80 minutos. Outros efeitos endócrinos são transitórios e de menor importância clínica.
Efeitos Renais: a xilazina produz um aumento do fluxo urinário.
Efeitos na Gestação: a xilazina não é uma droga abortiva nem teratogênica, no entanto, causa um aumento do tônus do miométrio e diminuição da pressão intra-uterina em vacas, devido a sua ação sobre os alfa-2-receptores, razão pela qual, recomenda-se evitar o uso de xilazina no último mês de gestação.
Distribuição: a xilazina, após a administração intramuscular, é rapidamente absorvida, sofrendo posteriormente uma intensa bio-transformação. Cerca de 20 metabólitos foram identificados.
O metabolismo da droga é rápido e sua vida média varia de 23 minutos em ovinos a 50 minutos em eqüinos. 

 

Dosagem:
BOVINOS: ANASEDAN deve ser administrado pela via intramuscular. A dose varia de 0,25 a 1,5 mL para cada 100 kg de peso, dependendo do tipo de efeito desejado.
Na dose de 0,25 mL para cada 100 kg de peso, consegue-se uma nítida sedação e uma analgesia suficiente para realizar pequenas intervenções, tais como: anestesia geral sem movimentos de defesa que possam dificultar o procedimento, realização de anestesias locais para proceder a redução do prolapso e torção uterina, rumenotomia, laparotomia, fetotomia, etc.
Também proporciona sedação para facilitar diversas manobras como carregamento, pesagem, radiografias, troca de pensos, tratamento da glândula mamária, etc.
Na dose de 0,5 mL para cada 100 kg de peso, consegue-se uma forte sedação e uma analgesia média que permite a realização de pequenas intervenções cirúrgicas, tais como: tratamento de cascos, abertura de abscessos, colocação de argolas de narinas, desobstrução do canal do teto, suturas superficiais de feridas, inclusive dos tetos.
Na dose de 1 mL para cada 100 kg de peso, consegue-se uma sedação muito intensa e um grau de analgesia ou anestesia e relaxamento muscular que permitem a realização de intervenções cirúrgicas mais importantes, podendo ser necessário, ocasionalmente, a complementação com uma anestesia local ou geral. Geralmente o animal não fica em pé. Dentre as intervenções cirúrgicas que podem ser realizadas com esta posologia destacam-se: amputações de cascos, chifres e tetos, operações na articulação dos cascos, do tendão flexor digital profundo, do úbere, castrações, cesarianas em decúbito, estirpação do globo ocular, extração dentária, punções, etc.
Na dose de 1,5 mL para cada 100 kg de peso, consegue-se uma sedação muito intensa, anestesia e relaxamento muscular intenso e duradouro, desejável em intervenções cirúrgicas prolongadas. O animal não se mantém de pé.
Cuidados especiais:
- Nas doses superiores a 1mL para cada 100 kg de peso é recomendável submeter o animal a um jejum de 6 horas no mínimo.
- Tomar alguns cuidados para eliminar a possibilidade de ocorrência de timpanis-mo que todos os ruminantes podem sofrer quando mantidos durante muito tempo em decúbito (colocar o animal em posição esterno-abdominal).
-Quando o animal for colocado em decúbito lateral ou dorsal, deve manter a cabeça e o pescoço em um nível inferior ao do corpo para evitar a entrada de fluídos nos pulmões.
-Não administrar ANASEDAN durante o último mês de gestação, devido ao risco de provocar parto prematuro.
-Uma vez finalizada a intervenção, deixar o animal à sombra.
EQÜINOS: ANASEDAN deve ser administrado pela via intravenosa na dose de 5 a 8 mL para cada 100 kg de peso, sendo contra-indicadas doses superiores a 10 mL/kg de peso, devido a que podem provocar a queda do animal e contrações tônico-clônicas passageiras.
A xilazina nos eqüinos promove um acentuado relaxamento muscular e forte sedação. Geralmente o animal permanece em pé após a administração da droga. ANASEDAN, nos eqüinos, tem efeito somente sedativo, analgésico e relaxante muscular. A analgesia promovida por ANASEDAN, nesta espécie, permite a realização de cirurgias rápidas, mas nas intervenções muito dolorosas e demoradas é recomendável a associação de anestesia geral ou local. A sedação promovida após aplicação da droga, facilita a pesagem, transporte, tratamento dos cascos, ferragem, radiografias, palpação retal e a monta natural das éguas. Também é indicado para potencializar os anestésicos gerais.
CANINOS E FELINOS: ANASEDAN pode ser aplicado tanto pela via subcutânea, intramuscular ou intravenosa, na dose de 1,5 mL para cada 10 kg de peso. Esta dosagem produz uma boa sedação que normalmente se mantém por 1 a 2 horas e analgesia por 15 a 30 minutos, a qual permite que sejam executadas suturas, exames radiológicos, coleta de sangue, passagem de sonda uretral, extrações dentárias e de tártaro, limpeza de ouvidos e de feridas cirúrgicas. Devido ao seu efeito miorelaxante de ação central, associado ao efeito sedativo e analgésico, ANASEDAN pode ser usado para realizar diversas manobras ortopédicas (redução de fraturas, luxações, torções, etc).
ANASEDAN pode ser associado a outras drogas obtendo-se excelentes resultados.
A associação com anestésicos locais permite intervenções cirúrgicas mais profundas, sendo ideal para cirurgias em animais idosos e debilitados, nos quais não se deseja a administração de anestésicos gerais.
Na associação com barbitúricos, ANASEDAN pode ser usado como pré-anestésico na dosagem de 0,5 mL a 1,0 mL para cada 10 kg de peso por via intramuscular, tendo como vantagem a redução de 50% a 70% a dose destes anestésicos gerais.
Na associação consagrada de xilazina com Cloridrato de ketamina, recomenda-se a dosagem de 0,1 mL/kg de ANASEDAN e de 6 a 10 mg/kg de Cloridrato de ketamina por kg de peso.

Administração:
Vide dosagem (Indicações, Modo de Usar e Posologia)

Precauções:
ANASEDAN deve ser utilizado com cautela em animais com severas cardiopatias, hepatopatias, nefropatias e depressão respiratória. Se após a administração de ANASEDAN ocorrer uma excessiva depressão respiratória, recomenda-se a aplicação de analépticos respiratórios, como por exemplo, cloridrato de doxapram, na dose de 5 mg/kg de peso por via intravenosa.
Também se deve ter cuidado com a administração de ANASEDAN em animais em estado de choque e sob severas condições de estresse. Recomenda-se o uso de atropina em doses padrão, antes ou depois da administração de ANASEDAN, para evitar a ocorrência de eventuais bradicardias ou bloqueios atrio-ventriculares parciais.
Não se deve associar ANASEDAN com outros tranqüilizantes.

MANTENHA ESTE, OU QUALQUER OUTRO MEDICAMENTO, FORA DO ALCANCE DE CRIANÇAS E ANIMAIS DOMÉSTICOS. CONSERVAR O PRODUTO EM LOCAL FRESCO E SECO, AO ABRIGO DA LUZ SOLAR.
VENDA SOB PRESCRIÇÃO OBRIGATÓRIA E APLICAÇÃO SOB ORIENTAÇÃO DO MÉDICO VETERINÁRIO CONFORME INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 36 DE 07/06/2002.

 
 
Pague com
  • Mercado Pago
  • Mercado Pago
Selos
  • Site Seguro

CLIVAPEC AGROPECUARIA EIRELI - CNPJ: 68.351.634/0001-22 © Todos os direitos reservados. 2020